“Semana Veedha – Brasil Atravessando a Tormenta”

O dia a dia do investidor brasileiro não é trivial. Por isso, a Veedha Investimentos procura manter os clientes informados sobre os desdobramentos dos contextos econômico e político, alertando para os cenários de risco e oportunidade.

Desde o início do 2° semestre, o risco-Brasil protagonizou a lista de fatores que justificam a depreciação dos ativos domésticos; não houve trégua. Logo, alguma alteração na tendência dos ativos seria a resolução do que os depreciou: incertezas em relação às contas públicas em virtude das inúmeras tentativas para encaixar o Auxílio Brasil no Orçamento.

O que está acontecendo? Vamos falar sobre as negociações políticas para aprovação da PEC dos Precatórios no Senado.

Enquanto estivermos atravessando o período de resolução para essa situação, as incertezas manterão a aversão ao risco. Não é segredo que a emenda de relator, que pode irrigar o gabinete dos parlamentares às vésperas das eleições, é peça importante para o governo na votação da PEC. A emenda de relator, chamada de “orçamento secreto”, é uma verba que não exige identificação dos parlamentares que a solicitaram, nem exige, por parte do governo, uma distribuição igualitária entre deputados e senadores.

O pagamento das emendas está suspenso desde 9 de novembro, quando o plenário do STF referendou a decisão da ministra Rosa Weber suspendendo os pagamentos. Os congressistas insistem em manter sob sigilo o que foi distribuído entre 2019 e 2021. Tal iniciativa divide o Supremo que, em decisão preliminar, determinou que se jogasse luz sobre tudo o que já foi gasto com a emenda de relator. Brasília aguarda o STF bater o martelo sobre o tema.

Por que isso seria importante? O timing de um possível posicionamento do STF pode influenciar a situação. Se ocorrer apenas depois da votação da PEC, pode ter pouco impacto na dinâmica do Congresso. Se for antes, veremos novas rodadas de tensionamento entre governo e setores do Senado.

Sabiamente, o presidente da Câmara, Arthur Lira, colocou em prática uma estratégia de compartilhar algumas informações, sem divulgar nomes de deputados e senadores que solicitaram recursos. Desde a última sexta-feira, a Câmara vem publicando uma série de notícias divulgando o valor e as prefeituras que foram contempladas com os recursos destinados pelo relator nos anos de 2020 e 2021. Em outra matéria, a Câmara divulgou o valor e as áreas que receberam os recursos federais do Orçamento Secreto do governo.

O resumo é simples. Analistas políticos continuam acreditando que a aprovação da PEC dos Precatórios é o cenário mais provável, pois seria um evento relevante para em seguida avançarem com a votação do Orçamento para 2022 e, assim, encerramos temporariamente o assunto “contas públicas”. Esse cenário poderia contribuir para uma trégua nas oscilações, sugerindo um clima moderado no mercado financeiro. No entanto, se houver resistência para a tramitação no Congresso, os ativos brasileiros seguirão castigados.

O mundo está em alerta com a Ômicron. E agora?

O final de semana trouxe poucos avanços sobre o que os cientistas sabem sobre a nova variante, que surgiu no início do mês na África do Sul e já foi identificada em mais de uma dezena de países. Relatos preliminares do serviço de saúde sul-africano apontam para sintomas leves da doença, mas avaliações mais conclusivas são esperadas apenas para as próximas semanas, quando os estudos estarão mais desenvolvidos.

O risk off (aversão ao risco) dos mercados tomou proporções irracionais na sexta-feira (26), como sempre acontece em momentos de pânico. Porém, a semana começou com as bolsas revertendo a tensão e o petróleo disparando 5%. Contribuiu uma boa notícia divulgada pela Casa Branca. O infectologista Anthony Fauci informou que, embora demore duas semanas para informações definitivas sobre a Ômicron, ele acredita que as vacinas proporcionarão grau de proteção contra casos graves.

O pior cenário, e grande receio, é de que a variante seja resistente às vacinas. Mas como isso não está confirmado, não se descarta uma súbita melhora dos ativos. O que se espera é que tudo não passe de um enorme susto. Enquanto isso, as incertezas no dia a dia tendem a trazer oscilações.

O que sabemos? Que estamos sujeitos à volatilidade em função dos temas ainda em aberto. No Brasil, o desfecho do Orçamento para 2022; no cenário internacional, as descobertas e considerações sobre a nova variante do coronavírus.

Mantenha-se informado com a Veedha Investimentos e converse com o seu assessor para se certificar de que sua carteira de investimentos esteja adequada ao seu perfil e objetivos. São nesses momentos de volatilidade e depreciação do mercado que entendemos nossa tolerância ao risco.

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