“Semana Veedha -Viva a República, apesar dos pesares!”

“A expressão ‘República’ nasceu na Roma antiga com a ideia de significar algo público, ou seja, é a intenção de manifestar uma comunidade política organizada e participativa. É a partir da existência da República que a participação popular em determinar a estrutura governamental do país existe. De maneira mais clara, foi após a Proclamação da República do Brasil que toda a população brasileira teve a possibilidade de escolher vereadores, senadores, governadores, prefeitos e a presidência.”

Explicar o cenário econômico do Brasil, sem abordar o cenário político, é impossível! Afinal, para que o governo execute a política econômica, ele precisa contar com o aval do Congresso, que, praticamente, manda no orçamento público sem carregar o ônus de arrecadar os recursos. Por isso, não é novidade para os brasileiros que, além da competência política do Executivo na gestão da agenda legislativa, outros instrumentos são necessários, como Ministérios, cargos de alto escalão entre os partidos da base e emendas.

O governo atual confrontou a lógica inevitável do presidencialismo de coalizão. Desgastado após pandemia e crises políticas, inevitavelmente recorreu ao Centrão, às vésperas da eleição. Voltamos ao status quo, e as emendas de relator (RP9) vieram aos holofotes em meio à discussão da PEC dos Precatórios, como estratégia para captar votos.

Criada em 2019 pelo Congresso, este tipo de emenda permite a identificação do órgão orçamentário, além da ação que será desenvolvida e até do favorecido pelo dinheiro. No entanto, o deputado que indicou a destinação da verba fica oculto. A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) trouxe a imposição de medidas de transparência. Precisamos acompanhar a evolução desse assunto e como isso pode impactar na tramitação da PEC dos Precatórios no Senado.

 A PEC dos precatórios não é a ideal. Mas, balanceando os interesses políticos e os dispositivos disponíveis, é a alternativa de aposta do governo. Os economistas enxergam no Orçamento opções de remanejamento ou soluções via Congresso, prezando pela responsabilidade fiscal, mas é ingênuo pensar nesta viabilidade pelo atual andar da carruagem. Quando comentamos que a leitura dos agentes no mercado financeiro era de que a PEC é o cenário “menos pior”, estávamos falando do fato de que ao menos essa alternativa fornece a previsibilidade do rombo.

O Brasil escreveu a sua história no que chamamos de “velho equilíbrio Macro”: gastos públicos, inflação e altas taxas de juros. A leitura de que estamos flertando com esse passado levou à deterioração das condições financeiras nos últimos meses. Inflação e juros elevados não são novidade na economia brasileira. Mesmo esse cenário econômico não impediu a performance positiva do Ibovespa ao longo da última década.

Quando a taxa de juros caiu para a mínima histórica de 2%, em resposta à pandemia em 2020, os investidores começaram a diversificar para outras classes de ativos, mais arriscados. Num cenário inusitado para o Brasil, com juros reais negativos, a renda variável começou a participar da carteira dos investidores. Esses investidores experimentaram a retomada da economia e a valorização dos ativos pós-pandemia. Agora, os investidores deparam-se com os percalços da república federativa brasileira e a história macro se sobrepõe ao micro, ao fundamento.

Momentos de crise, como este que estamos passando atualmente, exigem muita cautela. O investidor que está alocado deve conversar com seu assessor. O Ibovespa pode encontrar um espaço de recuperação, caso superemos as discussões dos precatórios em novembro. No entanto, os setores também performam com motivações diferentes. Por isso, a ajuda de um profissional é ideal para você evitar um prejuízo. 

Ibovespa e Alguns Eventos Políticos no Brasil

Fonte: Bloomberg

Você, que possui o perfil para investir em renda variável, e com o auxílio de um profissional, conseguirá identificar as oportunidades para fazer bons investimentos a preços mais atrativos. Afinal, existem temas no Ibovespa que seguirão construtivos, ainda que persista o caos político:  empresas de commodities, boa proteção contra inflação e valorização do dólar, e empresas com histórias de crescimento secular, que dependem menos do ambiente macro, sendo capazes de entregar crescimento apesar de um cenário de melhora mais desafiador pela frente.

A diversificação e o controle de exposição ao risco são estratégias que podem contribuir para a travessia em um momento de estresse. A Veedha Investimentos pode auxiliar você nessa jornada!

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