Economila – O que é a curva de juros e como sua movimentação pode impactar seus investimentos?

Por: Camila Abdelmalack

A curva expressa as expectativas para a taxa de juros ao longo do tempo, ou seja, a remuneração que os agentes de mercado estão dispostos a emprestar a seu dinheiro para os mais diversos períodos.

Também conhecida como curva a termo ou yield curve, pode ser compreendida como a expectativa dos rendimentos médios de títulos públicos prefixados sem cupom (ou seja, sem pagamentos semestrais), a partir dos contratos futuros de juros (ou DI).

Os contratos futuros de DI garantem maior visibilidade aos investidores quanto à dinâmica de juros no futuro, podem indicar tendências econômicas e fornecem parâmetros da direção da Taxa Selic.

A taxa Selic é a taxa básica de juros da economia e é o principal instrumento de política monetária à disposição do Banco Central. Porém, a Selic é uma “taxa-meta” estipulada em um determinado momento e circunstância, sendo apenas um referencial. Portanto, os riscos de prazos mais longos não são refletidos na política monetária do Banco Central.

Recentemente a XP Investimentos colocou a seguinte explicação para a construção da curva: “no eixo X (horizontal) são apontados os prazos ou vencimentos e no eixo Y (vertical), as taxas. Nesse sistema de coordenadas, as remunerações para cada prazo no futuro são indicadas no plano. Ao ligar os pontos, forma-se a curva de juros”.

A movimentação da curva de juros é uma das principais variáveis a serem monitoradas pelos investidores, sobretudo no universo da renda fixa. Alterações no cenário econômico internacional, dados de atividade econômica no Brasil, cenário político e política fiscal (relacionada às contas públicas que estão em foco por causa do “risco fiscal”) são alguns dos fatores que influenciam nas mudanças da curva de juros. 

Quando o mercado precifica uma alta de juros nos contratos de juros futuros, há a chamada “abertura da curva”. Por outro lado, quando a expectativa é de queda, ocorre o movimento de “fechamento”.

Essas movimentações impactam diretamente as aplicações de Renda Fixa: a abertura da curva torna a remuneração dos investimentos mais atraente, porém, como os preços dos títulos caem (devido à marcação a mercado), o investimento de quem comprou o ativo antes da movimentação é desvalorizado. Quanto ao fechamento, há um efeito oposto, de valorização no curto prazo.

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