Conheça quais são os principais ativos com retornos reais, ou seja, acima da inflação.

Por: Cristina Cardoso

Indexar parte dos investimentos protege sua carteira de uma inflação mais forte, ajuda a atravessar momentos de incerteza e preserva seu patrimônio.

É fundamental ter ao menos uma parte do capital reservado para ativos que ofereçam retornos reais, isto é, acima da inflação.

• Títulos públicos (NTN-B)

• Fundos de inflação

• ETFs de renda fixa

• Debêntures

Temos uma variedade enorme de prazos, liquidez e tributação dentro de cada classe dos produtos citados.

Títulos públicos (NTN-B)

Os títulos públicos do tipo NTN-B são, historicamente, uma das aplicações mais acessíveis para proteger o poder de compra do investidor, com ou sem pagamento de bônus semestrais.

É um papel que combina uma parte de retorno prefixado, definido no momento da compra do papel (portanto, dependente do preço de mercado), com o restante indexado à inflação, medida pelo IPCA. No caso do pagamento de cupom, o investidor recebe o retorno antecipadamente, duas vezes ao ano.

Desvantagem: em momentos de estresse e volatilidade, os investidores pedem mais prêmio para emprestar seus recursos ao governo, tornando os títulos já em carteira sem valor. Ou seja, a “marcação a mercado” será negativa. Porém, se o investidor carregar esses títulos até o vencimento (ou que as condições de mercado melhorem), ele receberá os juros definidos na compra do papel e o IPCA desse período.

Atualmente, as taxas de juros reais (ou seja, descontada a inflação) pagas por esses papéis giram em torno de 5,20%; no caso daqueles com vencimentos mais longos, a partir de 15 anos. Papeis mais curtos tendem a ser menos voláteis, mas pagam prêmios menores.

Fundos de inflação:  IMA-B, IMA-B 5, IMA-B 5+

Nessa classe de ativos, o gestor é quem determina quais papéis e vencimentos farão parte da seleção. A carteira é composta por uma cesta de títulos públicos indexados ao IPCA, que tem como objetivo superar um índice, normalmente o “IMA-B” ou o “IMA-B 5”, com prazo de até cinco anos, ou “IMA-B 5+”, com vencimentos dos papéis iguais ou acima de cinco anos.

O investidor não sabe qual taxa está comprando os papeis, mas terá uma carteira mais pulverizada e sob a gestão de profissionais experientes.

Desvantagem: nos fundos, é importante lembrar que há cobrança de come-cotas, taxa de administração, eventual taxa de performance e marcação a mercado.

ETFs de renda fixa atrelados à inflação

Esses ETFs acompanham a evolução da carteira de títulos indexados à inflação com prazos de até cinco anos, por exemplo “B5P211”, com prazo igual ou superior a cinco anos (“IB5M11” e “B5MB11”), além de outros dois que replicam o IMA-B geral.

É forma rápida e acessível de investir em uma cesta de ativos, e com vantagem tributária em relação aos fundos de investimento tradicionais.

Desvantagem: ativos com baixa liquidez, principalmente por serem “relativamente novos” no mercado.

Certificados de Recebíveis Agrícolas e Imobiliários (CRAs e CRIs) com Remuneração atrelada à inflação

Embora sejam papéis de renda fixa distintos, eles possuem muitas características em comum:  são dois tipos diferentes de títulos securitizados de renda fixa. Securitizar é o mesmo que transformar créditos a receber – como parcelas de uma venda a prazo ou pagamentos de um financiamento – em papéis que podem ser comprados por investidores e negociados no mercado. A principal diferença entre CRIs e CRAs é a origem dos recebíveis securitizados. No caso dos CRIs, o lastro são créditos ligados ao setor imobiliário, como financiamentos residenciais, comerciais ou para construções, além de contratos de aluguéis de longo prazo. Já os CRAs têm como lastro empréstimos relacionados à produção, à comercialização, ao beneficiamento ou à industrialização de produtos, insumos ou máquinas do agronegócio.

Esses certificados têm uma parcela prefixada e outra pós-fixada de rentabilidade. A parcela prefixada assegura uma taxa de juros mínima (como 4% ou 5% ao ano). A pós-fixada é a variação da inflação, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ou pelo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado).

Desvantagem: De modo geral, CRIs e CRAs são considerados produtos de baixa liquidez. Para quem não tem certeza de que poderá manter os investimentos até o vencimento, eles podem ser uma opção ruim.

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