Economila – A avaliação de “risco fiscal” causa aversão ao risco e prejudica os ativos domésticos.

Por: Camila Abdelmalack

Os assuntos relacionados às contas públicas, recorrentemente, estressam os investidores devido à percepção de risco do descumprimento do teto dos gastos, que é a âncora fiscal e representa o comprometimento do governo com a trajetória decrescente do endividamento público.

Os precatórios tornaram-se um “mico” nos últimos meses por causa do espaço que ocupariam no Orçamento. Muitas alternativas foram discutidas, mas recentemente foi aventada uma solução que fixa um limite para esses pagamentos no ano que vem, levando o valor dos precatórios em 2022 de R$ 90 bilhões para R$ 39,9 bilhões.

A solução que o governo e os presidentes da Câmara e do Senado estão costurando impõe um limite para o crescimento anual dos precatórios pela mesma regra do teto de gastos – correção pela inflação nos 12 meses até junho do ano anterior.

No curto prazo alivia o mercado, pois resolveria a equação do Orçamento para 2022. Mas a efetividade é questionável do ponto de vista econômico, pois transforma os precatórios numa bola de neve para os anos seguintes.

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