Investimentos – VALE A PENA INVESTIR EM DÓLAR ?

Por: Ana K

Em momentos de incerteza e volatilidade no mercado brasileiro, é comum os investidores pensarem em investir em dólar. Como moeda forte, o dólar funciona como uma proteção para o patrimônio e pode servir para a diversificação em uma carteira de investimentos.

Ele serve como “abrigo” porque muitos setores da economia brasileira sofrem impactos com a alta do dólar; ele pode aumentar de maneira significativa o custo de vida da população. Pensando em diversificação, é também um ativo de hedge para quem investe em Renda Variável, pois em momentos de queda da bolsa o dólar costuma subir.

Se você quer investir em dólar, mas ainda não sabe como, vou te apresentar quatro alternativas:

1) COMPRAR DÓLARES EM ESPÉCIE (PAPEL MOEDA): Esse pode não ser considerado um investimento propriamente dito, mas é uma forma de estar exposto ao dólar.

Você pode comprar o dólar em espécie através de casas de câmbio, bancos ou outras instituições financeiras, porém os custos nesse caso costumam ser elevados. Além da cobrança do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), de 1,10%, você ainda está sujeito à cotação do turismo, mais alta que o comercial. Fora que não é uma operação nada segura, certo? Sair por aí com dólares na sua bolsa abre espaço para furtos ou assaltos. Uma alternativa pode ser as contas internacionais abertas via app, direto aqui no Brasil, que você acessa via cartão de débito. Além de se livrar de possível extravio e roubos, o câmbio utilizado é o comercial, mais baixo que a compra em espécie. E tem o IOF também de 1,10%. E, além de ser uma “poupança” em moeda forte, pode ser utilizado quando as viagens para o exterior voltarem.

2) FUNDOS CAMBIAIS: Essa é uma maneira mais fácil e acessível. Nas grandes corretoras existem fundos cambiais que aceitam mínimos de investimento muito baixos, como é o caso do Fundos de Investimento Trend Dólar da XP Investimentos, com aplicação mínima de 100 reais. Outra vantagem dos fundos cambiais é que se pode resgatar a qualquer momento; só é necessário levar em consideração o tempo de resgate e a cotização do fundo. Esses fundos cobram IOF para resgates de até 30 dias, porém, após esse período, só incide Imposto de Renda sobre o lucro. Aqui também é cobrada uma taxa de administração, portanto, na hora de escolher o fundo, opte por um com taxa baixa nesse caso, já que se trata de um fundo de gestão passiva.

3)  MERCADO FUTURO: Esse modo exige um pouco mais de conhecimento e atenção na hora de investir. Nesse você não compra o dólar em si: adquire contratos derivativos que são negociados em bolsa de valores. Para cada contrato que negociar, você precisa de um valor em conta como garantia para executar aquela operação. Consulte seu assessor de investimentos se tiver dúvidas; esse mercado é complexo e tem alta volatilidade, por isso é muito utilizado para especulação.

4) INDIRETAMENTE VIA FUNDOS, ETFS OU AÇÕES: Na última alternativa, não se investe diretamente na moeda, mas, sim, em outros tipos de investimentos que tenham exposição cambial. Por exemplo: ETFs que replicam índices de bolsas estrangeiras, assim dá para investir no mercado internacional e também ficar exposto à variação do dólar. A mesma dica serve para fundos internacionais sem hedge cambial ou BDRs (Brazilian Depositary Receipts), que são recibos de ações de empresas estrangeiras negociadas aqui no Brasil.

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