“Semana Veedha – Não existe fórmula mágica para os investimentos”

O mercado financeiro atravessa uma tormenta, e até os investidores mais experientes estão de “cabelos em pé”. Quando o cenário político não caminha bem, os ativos financeiros acabam sendo penalizados, em um reflexo à leitura dos investidores sobre a dificuldade adicional para discussão ou aprovação de temas polêmicos.

Recapitulando onde estávamos e por que estamos enfrentando um ambiente menos favorável….

1° trimestre: A expectativa de uma recuperação mais acelerada do que a prevista por causa do avanço da vacinação amparou uma perspectiva positiva para a atividade econômica no Brasil. Esse movimento ganhou força no fim do trimestre e prevaleceu mesmo com as incertezas envolvendo as contas públicas; precisamente o Orçamento para 2021, aprovado apenas e março.

2° trimestre: A expectativa de aceleração econômica ganhou corpo e o risco fiscal saiu do foco do mercado, até com melhora na arrecadação tributária que gerou resultados mais positivos das contas públicas. Em junho, o mercado atingiu a máxima histórica no patamar dos 131 mil pontos.

3° trimestre: O risco fiscal voltou ao radar, pois agosto é o mês que o Executivo envia ao Legislativo o Orçamento para 2022. Além das discussões sobre a reforma do imposto de renda, outros temas entraram no radar dos investidores, como a Pec do Precatórios como alternativa para acomodar o Auxílio Brasil (reformulação do Bolsa Família).

O detalhe que faz toda diferença: ventos externos mudaram no 3° trimestre!

O cenário global tem perdido tração, seja pelo aumento de casos da variante Delta, seja pela potencial redução de estímulo do Banco Central Americano diante de processo inflacionário agudo, ou pela decisão do governo chinês de apostar no conservadorismo, priorizando a estabilidade financeira e política em sua atual estratégia de crescimento diante da desaceleração do crescimento doméstico.

Com este pano de fundo, trago três gráficos: dois com os principais índices do mercado local e um com a curva de juros:

Gráfico 1: São muitas linhas e pode ficar difícil de enxergar. Mas a mensagem é que a maioria dos índices de ativos apresenta retornos negativos, com exceção do IMAB5 (índice que mede o retorno dos títulos do tesouro de curto prazo, até 5 anos) e, logicamente, o CDI.

Retorno Acumulado
Período de Análise 31/12/2020 a 19/08/2021

Fonte: Comdinheiro



Gráfico 2: É o gráfico 1, apenas com retorno acumulado no 2º Semestre (até quinta-feira, 19/08), período em que a volatilidade se elevou!

Retorno Acumulado
Período de análise 01/07/2021 a 19/08/2021

Fonte: Comdinheiro

Gráfico 3: é a curva de juros, de 31/12/20 até o dia 19/08/21, mais a curva do 2º semestre: a ideia aqui é chamar a atenção para a forte abertura da curva, o que talvez o índice IRFM1+ não passe.

Histórico de Preços
Período de análise 31/12/2020 á 19/08/2021

Fonte: Comdinheiro

Comentário final:

Nesse cenário de poucas convicções e nenhuma certeza, é preciso ser resiliente e manter o foco nos seus objetivos e na sua estratégia. Uma boa alternativa no curto prazo continua sendo ter uma parcela dos ativos referenciado ao IPCA de curto e de médio prazos, com liquidez, e uma estratégia mais estrutural de longo prazo. O balanceamento e diversificação dos portfólios também deve levar em consideração a adição de ativos em outras geografias e em outras moedas.

Todas essas opções se encontram disponíveis na nossa plataforma para todos os perfis de investidores. Fale com o assessor e construam, juntos, o portfolio ideal para os seus objetivos.

” Não existe uma fórmula mágica nem estratégia de investimento que dará certo todos os dias, meses ou mesmo todos os anos.”

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