“Semana Veedha – Vamos olhar para o Balanço das sondagens entre os setores da economia. O que os números nos dizem?”

O cenário econômico ao longo do semestre oferece condições para navegar num ambiente de negócios mais positivo. O balanço das sondagens de junho, produzidas pelo FGV IBRE, apontou um aumento da confiança de empresários e consumidores na recuperação da economia brasileira. O Índice de Confiança Empresarial (ICE) alcançou o maior nível desde junho de 2013.

Como ainda existe uma heterogeneidade setorial não desprezível, os investidores entendem que a vacinação pode proporcionar a recuperação dos setores atrasados. A distância entre a indústria e as demais atividades está se encurtando desde abril.

O setor de serviços, o mais prejudicado com a crise sanitária e grande empregador, vem reagindo, no entanto com uma reação concentrada mais na percepção dos empresários do ramo em relação ao futuro do que na situação atual. Os empresários e os investidores acreditam no potencial de recuperação com a reabertura mais pronunciada da economia após a vacinação.

Índice de Confiança Setorial – Dessazonalizado (junho)

Fonte: FGV IBRE

A indústria segue liderando essa recuperação com folga, a despeito de dificuldades como escassez e alta de preços de matéria-prima. Essa atividade se beneficiou do efeito substituição devido às restrições ao consumo de serviços levando as pessoas a investir o dinheiro de viagens e outras atividades de lazer em bens de consumo duráveis e semiduráveis.

Simplificando a leitura que os investidores fazem sobre o mercado acionário, as razões que amparam a expectativa do Ibovespa encerrar 2021 próximo dos 150 mil pontos são:

  • Cenário Externo: a expectativa de aceleração das principais economias já foi precificada nas empresas exportadoras de commodities ao longo do 2° semestre de 2020. Mas, à medida que os dados econômicos ratificam as expectativas, isso mantém os preços da commodities valorizados e sustenta a expectativa de que o setor não sofrerá forte correção.
    No dia a dia, o noticiário traz oscilações, principalmente em relação ao minério de ferro. A China iniciou um movimento de conter a alta especulativa e indicou que pode utilizar a reserva nacional, além de “punir e divulgar estritamente” irregularidades de mercado, como preços exagerados e entesouramento.
  • Cenário Interno: a expectativa de aceleração do Produto Interno Bruto (PIB), ao longo desse semestre, é amparada numa retomada “um pouco mais pronunciada” do setor de serviços. Essa recuperação pode reduzir a apreensão dos consumidores e fomentar os gastos. Portanto, as empresas relacionadas ao consumo doméstico estão no radar.

Entenda que as condições microeconômicas seguem favoráveis. No Brasil, o panorama macroeconômico derruba as ações de empresas que não têm fundamento microeconômico para esse movimento (pertinentes ao balanço da empresa e à expectativa  para o negócio ou para o setor) e acaba gerando oportunidade de compra. É por essa perspectiva que o investidor em ações deve se basear.

No médio e longo prazo, o fator mais relevante para determinar o preço de uma ação é o quanto de lucro e caixa que aquelas empresas geram. Após a forte queda ao longo de 2020, a projeção de Lucros para o Ibovespa está em recuperação.

Restringindo o olhar para o mês de julhovamos listar as incertezas que podem adicionar volatilidade:

  • Cenário Externo: nem entramos em questões ligadas ao Federal Reserve, que pode ou não apertar a política monetária antes do esperado (confira a Carta Mensal para mais detalhes). O que exige atenção é o avanço da nova variante do coronavírus. Seis nações que estavam “totalmente” vacinadas divulgaram aumento dos casos de Covid, sendo que cinco contaram com a vacina chinesa, o que levanta mais suspeita com o país asiático. Isso pode colocar em dúvida o ritmo da recuperação das economias. O VIX (“Índice do Medo” que mede o risco do mercado) voltou a subir, enquanto os Treasuries caíram pelo fato de os investidores voltarem a buscar ativos de segurança.
  • Cenário Interno: julho começou e lembrou que no Brasil, quando o cenário político piora, os ativos financeiros acompanham. Voltou a pesar no balanço de risco o percalço que o mercado financeiro pode enfrentar ligado à deterioração do cenário político. Isto foi traduzido no Índice de Incerteza da Economia, que subiu em junho.
    As denúncias sobre compras irregulares de vacina vão se aproximando do Palácio do Planalto. Os ruídos políticos tendem a deixar o investidor, especialmente o do mercado cambial e o de juros, desconfiado à medida que coloca em risco a pauta de reformas.
    Em resumo a alta desse índice foi influenciada por novos fatores, como a possibilidade de uma crise hídrica no país, o desenrolar da reforma tributária e novas tensões no ambiente político.

Índice de Incerteza Econômica

Fonte: FGV IBRE

Afinal, o que os gráficos nos dizem? Que a perspectiva para o cenário econômico é positiva ao longo do semestre. No entanto, o risco político volta acrescentar volatilidade aos ativos.

Na Veedha Investimentos você encontra o suporte de um time dedicado à renda variável. Entre em contato com um assessor para verificar as oportunidades no mercado acionário ou mesmo conferir se a sua carteira de ações está adequada aos seus objetivos!

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