“Semana Veedha – O Juros sobe, mas a bolsa não cai!”

O Banco Central elevou a taxa de juros para 4,25% e indicou que ela pode ficar entre 5% e 5,25% na próxima reunião de política monetária, em agosto. A expectativa do mercado para a Selic ao fim de 2021 é de 6,5%, mas a projeção para a inflação caminha para 6%.

O Brasil voltou a enfrentar um cenário inflacionário, por isso é interessante resgatar o conceito da taxa de juros real, sabe por quê? Não podemos cair no engano de olhar unicamente para a taxa de um produto, pois a inflação impõe um desafio para o ganho real do investimento.  

Taxa de juros real é o indicador que representa o verdadeiro ganho em um investimento, pois subtrai do rendimento os impactos da inflação. Aqui vai uma dica para avaliar o potencial de um ativo: olhar a taxa nominal informada na contratação e a perspectiva de inflação para o período. Seguir a projeção de inflação que o mercado acompanha e o Boletim Focus, divulgado semanalmente no site do Banco Central, junto com as expectativas para os principais indicadores.

São os juros reais que efetivamente aumentam o patrimônio do investidor e garantem o seu poder de compra. Esse parâmetro é fundamental para auferir a rentabilidade de qualquer tipo de investimento.

Um exemplo. Em um CDB com rendimento de 10% ao ano, esses 10% são a taxa aparente deste investimento. No entanto, ter conhecimento somente da taxa aparente não é o suficiente para você analisar se um determinado investimento vale a pena. Você deve, também, avaliar os indicadores da inflação.

Com a expectativa de elevação da taxa de juros para 6,5% ao fim de 2021, os investimentos em renda fixa voltam a ficar atrativos. No entanto, não deve haver um deslocamento da renda variável para a renda fixa, pois, com a inflação elevada, a Bolsa de Valores segue como boa alternativa, considerando sempre o seu perfil de investidor.

E por que a Bolsa? A Bolsa de Valores é uma excelente proteção à inflação, pois tem uma performance histórica muito além dela. Isso porque as empresas que estão na Bolsa são líderes de mercado e conseguem repassar aos seus preços, subindo assim seus lucros e dividendos. Em complemento, as empresas brasileiras desalavancaram significativamente e estão com os balanços muito mais sólidos. Ou seja, com dívidas menores e maior geração de caixa.

Mesmo com a Selic%, o IPCA registra alta de 8,06% em doze meses, o que indica uma taxa de juros real (aquela que desconta a inflação) ainda bem negativa (ao redor de 3,5%). Segundo cálculos da XP Investimentos, a Bolsa apresenta rendimento dos lucros (Earnings Yield) de 9,3%, o que representa 5,4% acima dos juros reais mensurado pela NTN-B de 2030, que está com juros de 3,9% a.a. A média histórica é de +4,4% de rendimento para a Bolsa acima dos juros reais.

Não estamos falando do que é melhor ou pior ou quem ganha mais ou menos. Apenas reforçamos a importância de diversificar a sua carteira de investimentos, conforme o seu perfil de investidor. Para os investidores que ingressaram recentemente na renda variável é importante compreender o cenário que se projeta para os próximos meses, e ter clareza de que existem fundamentos para uma expectativa otimista para o Ibovespa. E esse otimismo considera a elevação dos juros no Brasil.

Procure o seu assessor para certificar que sua carteira esteja adequada ao cenário econômico e ao seu perfil de investidor.

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