Economila – Por que o Banco Central está elevando a taxa de juros?

Por: Camila Abdelmalack

A persistência do cenário inflacionário e, consequentemente, a elevação nas projeções dos analistas para o IPCA ao fim de 2021 e 2022, que estão se distanciando das metas de inflação em 3,75% e 3,50% para os respectivos anos, são gatilhos para a elevação da taxa de juros.

Inflação e Juros

Fontes: Banco Central e IBGE

Há 10 semanas consecutivas a projeção do mercado para o IPCA 2021 é revisada para cima, aproximando-se de 6%. Para 2022, são cinco semanas consecutivas de retificação para cima, com potencial de aproximação em 4%. O distanciamento em relação à meta de inflação e a revisão mais otimista para a atividade econômica (PIB), que gera mais pressão nos preços, são fatores relevantes na decisão da política monetária.

Explicamos no post da semana passada como funciona a política monetária. Atualmente, vivenciamos um processo de elevação da taxa de juros. A elevação dos juros é a ferramenta tradicional de combate à inflação. Como funciona esse racional?

Quando a Selic sobe, os juros cobrados nos financiamentos, empréstimos e cartões de crédito ficam mais altos; isso desestimula o consumo e favorece a queda da inflação.

Desde a reabertura da atividade econômica, pós-pandemia, houve um descompasso entre oferta e demanda relacionado às commodities metálicas, de energia e agropecuárias. Em virtude da paralisação no processo produtivo e no escoamento, a oferta ficou comprometida e encareceu os insumos. Resultado: elevação nos preços ao consumidor, abrangendo alimentação, combustíveis e bens industrializados.

Como a atividade econômica global está aquecida, com China e Estados Unidos liderando o movimento, a demanda pelas commodities segue estimulada e mantém os valores elevados. Com isso, os preços aqui no Brasil acabam sofrendo a consequência, pois nosso ritmo de exportações aumentou, reduzindo a disponibilidade interna de alguns produtos.

Fora a questão do “descompasso entre oferta e demanda”, existe a expectativa de um reaquecimento da economia brasileira diante do avanço no cronograma de vacinação, que contribuirá para a retomada do setor de serviços. Ou seja, expectativa de que os preços relacionados a entretenimento, locomoção, viagens e serviços em geral voltem a acelerar.

Um cenário com mais inflação e taxa de juros mais alta deverá ser encarado pelo brasileiro. Por isso, recorrentemente trazemos esse assunto no blog e diferentes abordagens para facilitar a compreensão dessa conjuntura que influenciará o seu dia a dia e os seus investimentos.

A expectativa do mercado financeiro é que a Selic encerrará 2021 em 6,25% e 2020 em 6,50%. Essas probabilidades são as medianas das projeções de instituições financeiras, coletadas pelo Banco Central e consolidadas no Boletim Focus, que é divulgado semanalmente pela instituição (https://www.bcb.gov.br/publicacoes/focus).

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