“Semana Veedha – Para o alto e avante!”

Os investidores estão animados com o cenário positivo traçado pelo Ibovespa. A expectativa de um processo mais acelerado de retomada das atividades econômicas diante do progresso no calendário de vacinação está no preço dos ativos domésticos. Iniciamos a semana com o Ibovespa batendo recorde; ajudou muito a notícia de que o governo federal vai antecipar com a farmacêutica Janssen a entrega de 3 milhões de doses da vacina contra a covid-19 para este mês, segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. O Brasil firmou um acordo com a Janssen de 38 milhões de doses – as remessas estavam previstas para chegar a partir dos próximos meses.

Na cena internacional, Wall Street renova recordes recorrentemente. As bolsas americanas ganharam fôlego, ainda que em meio aos riscos de uma inflação global, principalmente nos Estados Unidos. Essa ameaça gera uma expectativa de remoção antecipada dos estímulos monetários. Consequentemente, uma eventual sinalização de menor liquidez será um percalço ao mercado acionário. Em resumo, a leitura que o mercado faz é que dados de uma atividade econômica mais forte nos EUA confirmam um cenário mais inflacionário e aumentam a probabilidade de elevação de juros antes do apontado pelo Federal Reserve. Ao passo que dados mais fracos justificam a manutenção de estímulos monetários.

E o mercado acionário nesse contexto? Elevação no rendimento dos Treasuries (o ativo livre de risco) acompanha depreciação no mercado acionário (o ativo com risco). Quando os mercados acionários internacionais não desempenham bem, podem influenciar o mercado doméstico. Esse é um fato pontual, que pode trazer alguma oscilação no dia a dia, mas não altera a tendência de recuperação do Ibovespa. É necessária essa observação para que as oscilações não assustem os novos ingressantes na renda variável!

Vale mencionar que na quinta-feira (10) será divulgada a inflação ao consumidor (CPI) nos EUA. O dado deve registrar o maior patamar desde 2008. A menção ao índice também é importante para deixar no radar o movimento da taxa de câmbio, que, finalmente, se aproximou dos R$/US$ 5; furar esse patamar e manter-se até o fim da semana também estão condicionados ao número da inflação. A expectativa de aceleração da inflação nos EUA está valorizando o dólar nesta semana. Agora, se a variação se apresentar abaixo da expectativa, pode fazer a alegria do mercado.

Em geral, a esperança dos economistas e analistas é: se o dólar romper esse suporte psicológico do mercado, a tendência é de buscar rapidamente os R$ 4,80 diante do otimismo com a recuperação interna e expectativas de alta da Selic na próxima semana.

Para os que gostam de detalhes mais técnicos, as tesourarias de bancos voltam a recompor posições compradas em dólar e importadores também, após a moeda norte-americana tocar as mínimas. No mercado de câmbio, os compradores “impedem” que a moeda fure os R$ 5,00.

Mediana da Projeção – Taxa de Câmbio

A recuperação do real foi favorecida pela situação das contas externas do nosso país. Traduzindo e simplificando: contribuiu para a taxa de câmbio a entrada de dólares alcançada com os recordes de exportações de commodities. Mas, atenção: as projeções para a taxa de câmbio no 2° semestre indicam que essa valorização é uma janela de oportunidade, pois ao fim do ano o câmbio estimado é de R$/US$ 5,30.

Voltando para o Ibovespa, as exportadoras de commodities e as relacionadas ao setor continuarão, sem dúvida, como grandes protagonistas. Porém, com a conversa da recuperação econômica, as empresas ligadas ao consumo doméstico voltaram ao radar das oportunidades, dando um fôlego adicional à Bolsa.

A Bolsa valoriza e o investidor fica com o sentimento de uma possível realização. Contudo, no atual contexto, a possibilidade parece remota, salvo algum evento extraordinário. Então, aqui entram as questões técnicas que valem a pena, você interessado em Bolsa, saber:

  • As empresas brasileiras desalavancaram significativamente e estão com os balanços muito mais sólidos. Ou seja, com dívidas menores e maior geração de caixa.
  • O Brasil está barato e com menor risco. A XP Investimentos ilustrou, com o gráfico abaixo, que “com uma relação Preço por Lucro (P/L) de 10,7x, o Ibovespa continua descontado em relação à sua média de 10 anos”.

P/L do Ibovespa
Lucro Projetado para os próximos 12 meses

Por isso, em média os analistas projetam para o Ibovespa 145.000 pontos para o final de 2021. A manutenção dessa expectativa depende primordialmente dos lucros corporativos e da taxa de desconto, que, por sua vez, está relacionada ao risco-país e às taxas de juros de longo prazo. No último aspecto entraria uma possível deterioração do clima político ou das contas públicas, pois são fatores que alteram a percepção de risco.

Na Veedha Investimentos, você tem o suporte de uma mesa com assessores dedicados exclusivamente à renda variável. Mantenha-se informado e em contato com o seu assessor para aproveitar as oportunidades do mercado financeiro.

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