“Semana Veedha – Maio chegando ao fim. O que está no radar dos investidores”

Aumentou a volatilidade nos mercados globais; as bolsas internacionais reagiram à extensão das preocupações com a alta da inflação nos EUA. Entretanto, os principais índices globais voltaram a se recuperar na quinta e na sexta-feira após dados econômicos muito positivos.

Nas últimas semanas, exploramos o tema “Inflação Global”, que, resumidamente, trata da percepção dos investidores de que haverá continuidade na aceleração dos preços devido à manutenção de estímulos fiscais e monetários nas economias centrais, especialmente dos Estados Unidos. Ainda que os principais Bancos Centrais prometam reverter os estímulos, é justamente essa garantia que alimenta a expectativa inflacionária.

Semana passada, por exemplo, o Federal Reserve indicou que pode rediscutir o programa de compra de ativos (Quantitative Easing – QE). Esse foi o primeiro passo de alguma alteração na condução futura da política monetária. No entanto, a instituição reforçou que não pretende alterar os juros para garantir a robustez do processo de retomada econômica, pois acreditam que o cenário pós-pandemia ainda reserva incertezas. Essa garantia de manutenção de juros baixos nos Estados Unidos, em meio aos estímulos fiscais (que é o dinheiro na mão da população) do governo Biden, é o combustível para o “cenário inflacionário”.

Bolsa X Renda Fixa (Estados Unidos)

Fonte: Bloomberg

A dinâmica desse evento no mercado é a elevação no rendimento dos Tesouro norte-americano (ativo livre de risco), comprometendo os ativos considerados mais arriscados, ou seja, mercado acionário.

Os preços das commodities reforçam essa percepção de inflação. No entanto, na última semana esses ativos também foram marcados pela volatilidade, com o minério de ferro acumulando perdas de -5,4% e o petróleo registrando queda de -3,3%. Isso não significa uma alteração na tendência para o setor, mas, dada a apreciação nos últimos meses. é razoável uma realização de lucros em “momentos oportunos”, ou seja, quando o noticiário para o setor é adverso.

Commodities

Fonte: Bloomberg

Nos últimos meses, os preços de várias commodities vêm subindo fortemente à medida que a economia global se recupera com a remoção gradual de lockdowns motivados pela pandemia de covid-19. Recentemente, notícias relacionadas à China (um dos maiores consumidores de commodities) trouxeram alguma realização. Por exemplo: a Comissão de Reforma e Desenvolvimento (NDRC) da China alertou nesta segunda-feira que irá “punir severamente” monopólios de commodities, por avaliar que a recente alta nos preços se deve à “especulação excessiva”. Em reação, os contratos futuros de minério de ferro negociados na Bolsa chinesa de Dalian sofreram um tombo de 6,5% na madrugada do mesmo dia.

A avaliação de manutenção dos estímulos globais fortalece a expectativa da retomada econômica e, consequentemente, mantém aquecida a aposta nas commodities. O Ibovespa mostra condições de alcançar no curto prazo o pico de 125.076,63 pontos registrado no final do pregão de 8 de janeiro. Algumas são as sinalizações: 1) a resistência da Vale ao tombo do minério; 2) a Petrobras acompanhando a alta do petróleo; e 3) investidores estão na expectativa pela retomada das varejistas ante à especulação de que o governo pode estender as parcelas do auxílio emergencial, o que animou as apostas de retomada do consumo.

Ibovespa

Fonte: Bloomberg

Os rumores de que o governo ampliará o número de parcelas do “coronavoucher” injeta otimismo na Bolsa por meio das varejistas, mas pode causar cautela devido à percepção sobre o risco fiscal, se flertar com a possibilidade de o governo partir para o populismo. Por isso, ainda que o pensamento seja positivo para os ativos domésticos, especialmente para a Bolsa, precisamos sempre trazer à luz onde estão os riscos. E o cenário recente lembra que estão nas contas públicas.

A extensão do benefício é estudada como forma de enfrentar a queda da popularidade de Bolsonaro e a possível terceira onda da pandemia. A equipe econômica resiste à pressão para prorrogar o auxílio por mais quatro meses, então, dependendo da condução dessa discussão, poderemos ver oscilação no “humor do mercado”.

O dinamismo do mercado financeiro, especialmente no Brasil diante do cenário político delicado, exige um acompanhamento próximo no dia a dia. O seu assessor e a equipe de especialistas da Veedha Investimentos estão à disposição para auxiliá-lo.

Informação gera a melhor decisão!

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