Veedha ESG – ESG na Prática: A Indústria da Moda

Por: Luiz Fernando Quaglio

A indústria da moda contribui com cerca de 8% de todos os gases de efeito estufa emitidos em 2018, porcentagem 21 vezes maior do que os setores de aviação e navegação combinados, totalizando 1.2 bilhão de toneladas de CO2.Com o aumento da produção estimada para 2030, a contribuição da moda para o colapso climático deve aumentar em torno de 50%. Isso significa que a indústria da moda emite aproximadamente a mesma quantidade de GEEs por ano que todas as economias da França, Alemanha e Reino Unido juntas.

Para além das emissões nos estágios de produção da matéria prima, a utilização de mão de obra suscetível a violações de direitos humanos, monitoramento de suas fontes primárias para utilização de material ilegal e a concepção de produto e utilização de energia não renovável, um dos desafios que o setor enfrenta é o aumento nos padrões de consumo, o que pode elevar as emissões de carbono para cerca de 2,7 bilhões de toneladas métricas por ano até 2030.

De qualquer forma, se o setor não alterar seus métodos e formatos de produção, é difícil imaginar um cenário onde não ultrapassemos o limite de 1,5C estimados no Acordo de Paris.

Segundo estimativas, será preciso intensificar as ações de redução de emissão e aumentar os esforços para reduzir as emissões anuais para 1,1 bilhão de toneladas métricas em 2030. A boa notícia para a indústria têxtil é que muitas das ações necessárias para a redução das emissões podem ser realizadas a um custo modesto. Quase 90% das medidas custariam menos de 50 dólares por tonelada métrica de emissões de GEE reduzidas. 

Intensificar e acelerar processos de investimentos diretos e indiretos, adoção de utilização de energia renovável e limpa, averiguação e padronização de modelos sustentáveis em toda a cadeia de produção, regeneração e mudanças emergenciais dos padrões de consumo. Sob este cenário, cerca de 60% da redução de emissão poderia ser alcançada. Outros 18% das emissões poderiam ser economizados por meio de melhorias operacionais da indústria, e outros 21% por meio de mudanças no comportamento do consumidor. Juntos, esses esforços podem remodelar o cenário da moda.

Contribuições que já estão sendo realizadas:

  • Implementação de metodologias eficazes de Economia Circular e estruturas Regenerativas em todas as fases de produção – da matéria prima ao produto final –
  • Transição drástica da matriz energética;
  • Incentivo o aumento o uso de transporte “limpo” através de ações concretas de apoio financeiro e programas de conscientização.
  • Descarbonização das operações de varejo em lojas, fábricas, produção fabril e matérias-primas;
  • Minimização dos retornos e redução da superprodução através de, reformulação de padrões estéticos e reconfiguração de comunicação dado os padrões e de status por vias do consumo.
  • Aplicação em toda a cadeia (e stakeholders) de metodologias de design sustentável da concepção a entrega final.

A adoção de uma abordagem mais consciente no comportamento do consumidor durante o uso, reutilização e escolha por marcas de modelos de negócios sustentáveis podem contribuir com 347 milhões de toneladas de redução de emissões em 2030. A principal alavanca neste esforço é o aumento no número de modelos de economia Circular, que promovam: Reparo e reforma de roupas; Redução na lavagem e secagem; Aumento na reciclagem e coleta (para reduzir os resíduos enviados a aterros), revenda e locação; Descarte e reaproveitamento adequado em formatos de mutualidade e cooperação com setores complementares as operações e poder público.

Na esteira das ações, os formuladores de políticas e investidores também têm papel importante a desempenhar nesse sentido. Governos e reguladores devem promover práticas sustentáveis ​​e consumo consciente, além de fornecer incentivos para apoiar medidas de descarbonizarão com alto potencial de redução, inclusive, através de marcos regulatórios, incentivos fiscais e financiamento direto.

Na Veedha ESG incentivamos investidores a darem sua contribuição transferindo capital de investimentos direto de empresas que geram impacto negativo, para companhias alinhadas as práticas que reestruturação e geração de valor compartilhado, transparência, e dentro de uma cultura ética e com alto nível de maturidade sob os aspectos Ambientais, sociais e de Governança (ESG)
É possível ter rentabilidade, gerar impacto positivo para uma reestruturação do panorama dramático das questões socioambientais e mudar o panorama urgente das mudanças climáticas.


Gostou do artigo ? Compartilhe com alguém importante para você !
A Veedha acredita que quem se informa melhor investe melhor e por isso se preocupa em trazer conteúdo de qualidade para você.

Pensando nisso desenvolvemos em parceria com a Xpeed o curso Formação de Investidores, para que você possa explorar todo o potencial dos seus investimentos, quer saber mais?
Clique aqui

Share this post

There are no comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Start typing and press Enter to search

Shopping Cart