Veedha ESG – Economia Molecular, alta tecnologia para uma revolução Sustentável

Por: Luiz Fernando Quaglio

O desafio de conciliar o desenvolvimento socioeconômico com a preservação, recuperação e regeneração socioambiental é denominado de “paradigma da sustentabilidade”. Nesse olhar, o desenvolvimento sustentável, entendido de forma ampla, configura as premissas de uma nova ética contemporânea, exigindo mudanças culturais efetivas nos papéis da ciência, das instituições políticas e da economia na direção de uma nova referência.

Como resposta ao paradigma, a tecnologia.  Especificamente, o domínio avançado da ciência dos materiais envolvendo o estudo, a manipulação e a fabricação, quase átomo por átomo, de produtos sólidos por meio de ferramentas altamente sofisticadas. Para tal, recorre-se ao conhecimento interdisciplinar, envolvendo a engenharia, a física, a química e a biologia. Essas novas descobertas – desenvolvidas para permitir que as moléculas controlem e direcionem as funções básicas da biologia, da química e das interações dos processos atômicos e subatômicos que constituem a matéria solida – aceleram a emergência daquilo que os especialistas chamam de Economia Molecular

Substrato, destaca-se a importância da nanotecnologia.  A origem deste termo advém do prefixo “nano”, que, em grego, significa “anão”. A nanotecnologia tem inspiração na natureza, com a criação de métodos limpos, eficientes e bem distribuídos ao longo do processo evolutivo. A próxima e disruptiva fase da nanotecnologia e de suas aplicações consiste em, cada vez mais, se inspirar nos processos orgânicos de criação. 

A nova era dos materiais criados em nível molecular inaugura uma transformação histórica nos processos de produção. Assim como a Revolução Industrial foi impulsionada há cerca de dois séculos pela combinação da energia do carvão com máquinas inventadas para fazer o trabalho no lugar do ser humano, a nanotecnologia promete lançar o que muitos chamam de “Terceira revolução industrial”, baseada em máquinas moleculares capazes de remontar estruturas feitas a partir de elementos básicos para criar uma categoria inteiramente nova de produtos. 

A emergente revolução da nanotecnologia, paralela às diversas transformações nas ciências da vida, vem exercendo impacto em uma grande variedade de desafios humanos. Já existem mais de mil produtos nanotecnológicos; a maioria deles classificados como aperfeiçoamento de processos conhecidos. O uso de nanoestruturas tem potencial para melhorar a capacidade de processamento dos computadores e o armazenamento de memória e pode ser útil para a identificação de substâncias tóxicas no meio ambiente, para a filtragem e dessalinização da água e para outras finalidades ainda em desenvolvimento. Materiais ultrafinos, alguns dos quais podem se transformar em contato com calor, luz e eletricidade, podem aumentar a vida de uma bateria ou dessalinizar a água. Outros, auto curativos, podem prolongar a vida útil de vários produtos; nanotubos de carbono para armazenamento de energia, além de diferentes propriedades até agora inimagináveis;  fibras de carbono super fortes, que substituem o aço em algumas aplicações específicas; aditivos que atuam na estrutura molecular do cimento acelerando o endurecimento na fase inicial, garantindo benefícios efetivos de produtividade e performance; novos materiais de isolamento com alto grau de desempenho; pastas “cimento” de ultra resistência desenvolvidas para ancoragem das torres para produção de energia eólica que proporcionam uma maior firmeza a cargas repetitivas. Além do armazenamento, produção e conversão de energia, incrementos na agricultura, tratamento de água e remediação ambiental. 

A nanotecnologia aponta uma tendência natural, pois trata diretamente da questão da redução de escala material e energética, de maior eficiência e seletividade nos processos, uso de materiais mais inteligentes e ambientalmente corretos, e até do desenvolvimento de dispositivos analíticos para monitoração em tempo real.  

Em contrapartida, é inerente o risco de uso antiético e não devidamente (e amplamente) debatido na utilização dessas tecnologias.  Tais como criação descontrolada de formas de vida, redução da biodiversidade, desestabilização da engenharia ambiental, desenvolvimento de armas de poder letal, resíduos ambientais em escala nano. Ainda não há um consenso entre os cientistas quanto aos possíveis riscos da nanotecnologia, pois, assim como pode contribuir para uma revolução tecnológica e ambiental ao consumir menos energia e promover o uso mais eficiente dos novos fatores produtivos, também pode provocar um cenário composto por inúmeras reações ainda desconhecidas. 

A promessa da nanotecnologia desafia os atuais modelos de manufatura, pois suas estruturas poderão ser paulatinamente substituídas por métodos mais eficientes, fortes, leves, baratos e com designs reutilizáveis. 

Para uma resposta ao desafio do “desenvolvimento sustentável” em sentido amplo, que incrementa a ampliação da riqueza com equidade social em harmonia com o meio ambiente tanto nos processos de conservação quanto nos de regeneração,  a economia molecular e a nanotecnologia devem representar uma mudança cultural na forma da produção e apresentar inúmeras oportunidades de investimentos com geração de impacto positivo. 

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