Veedha ESG – ECONOMIA AZUL – Um passo além para a garantia de um futuro Sustentável

Por: Luiz Fernando Quaglio

“Todos os novos empregos são gerados em apenas 10 países ao redor do mundo, e 40% da população ganha menos de US $ 3 por dia. Chegou a hora de mudar para um modelo de negócios competitivo que responda às necessidades básicas de todos com o que está disponível localmente.” Gunter Pauli

O empresário, autor e economista belga Gunter Pauli criou o termo “Economia Azul” em 1994, quando solicitado pelas Nações Unidas para refletir sobre os modelos de negócios do futuro em preparação para a COP-3 no Japão, onde o Protocolo de Kyoto foi decidido. Trata-se de uma filosofia de empreendedorismo que permite aos produtores oferecer o melhor com preços mais baixos, com inovações sustentáveis que geram múltiplos benefícios. Tudo a partir de um olhar de transformação a zero desperdício no modo de produzir e gerando, acima de tudo, oportunidades de emprego e renda com forte centralidade no “local”.

A “Blue Economy” tem origem na “Green Economy”, no entanto são distintas em suas formas de desenvolvimento. A “Economia Verde” também projeta novas concepções de negócios, que, geralmente, são extensões de uma economia tradicional com tecnologias já disponíveis, e entrega produtos sustentáveis com custo mais elevado. Diferentemente, a “Economia Azul” tem como base o equilíbrio entre o investimento e o aproveitamento total dos recursos naturais, sem prejuízo dos ecossistemas e eliminando completamente os dejetos, de forma a estimular soluções de problemas complexos em toda a cadeia (da matéria-prima à logística). Esse olhar entende que é necessário resignificar o ciclo linear de produção – que hoje gera desperdícios quase insustentáveis mesmo em algumas das tentativas “Green” –, usando as leis da física, da química, da biologia, para inventar novos processos que eliminem a poluição e se transformem também em um bom negócio.

Para além da teoria, trata-se de uma conjunção de ideias práticas sobre propósitos urgentes.

As bases de modelos aplicados localmente são adaptáveis a qualquer setor empresarial e modelo de negócio. Por exemplo, uma bateria não seria substituída por uma bateria verde, ela é simplesmente substituída por um sistema de energia para dispositivos eletrônicos móveis e armazenamento de energia que não depende de uma bateria baseada em metal (e movida a mineração). Isso representa uma enorme economia de material e custos, ao mesmo tempo que reduz a pegada ecológica no meio ambiente e os riscos à saúde. Outros exemplos são a utilização de biomassa em resíduos de grandes plantações, extração de substâncias produtivas através de reconversão de materiais descartados. Outra premissa importante é a injeção de dinheiro de volta na economia, ao contrário da crença tradicional, oferecendo produtos de alta qualidade a um preço de custo menor. Se a cadeia de abastecimento global implica em 90% de todo o valor agregado dos produtos, estruturas locais de produção podem reordenar estes patamares e gerar desenvolvimento regional. Ao passo que os avanços tecnológicos seguem em larga escala, dá-se ainda mais significado prático às ações com lucratividade de ecossistemas que nada ou pouco tinham de alternativas.

A chave para essa mudança é evoluirmos de um negócio baseado em uma competência essencial para um portfólio que gere vários benefícios para os negócios e a sociedade, colocando a natureza como referência e de volta a seu caminho evolutivo.

Segundo Pauli, “enquanto os executivos corporativos desejam buscar economias de escala, com base em produtos padronizados, garantidos em todo o mundo por meio de entregas just-in-time e terceirização, em que a produtividade do trabalho é a chave para o sucesso, a taxa de desemprego continua a subir ao passo que grande parte da população está excluída. No entanto, se o modelo de negócios evolui para o uso pleno de todos os seus recursos disponíveis, atividades de clusters e cascatas para níveis mais elevados de eficiência, então surge um novo modelo. Uma empresa de café pode gerar receita com o café, seu negócio principal, e agora também pode gerar receita com os cogumelos cultivados com os resíduos, e o que sobrar após a colheita dos fungos ricos em proteínas usar para ração animal. Um modelo de receita agora é transformado em um modelo de três receitas”.

A “Economia Azul” é uma mudança de filosofia e cultura, não é feita sob medida para as grandes corporações, que possuem um modelo de negócios estabelecido. É um processo que olha para as estruturas e oferece uma ampla plataforma de ideias inovadoras que foram implementadas em algum lugar do mundo e que podem ir além do conhecido e do óbvio.

Na VEEDHA ESG alinhamos conceito à prática. Não somos “adeptos” do ESG, mas vivenciamos a Sustentabilidade “material” e damos suporte aos nossos clientes e colaboradores acompanhando o desenvolvimento dos Investimentos Sustentáveis de perto, propondo critérios com rigor, que tornem os Investimentos ESG seguros e gerem impacto positivo com rentabilidade.

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