“Investimentos – Você sabia que pode investir no exterior sem ter dinheiro fora do Brasil?”

Por: Cristina Cardoso

Diversificação dos investimentos em diferentes economias: EUA, China, países emergentes e Europa.

O principal objetivo da diversificação de investimentos é diluir os riscos e maximizar os ganhos. Ela consiste em alocar recursos em diferentes aplicações financeiras, de modo que o desempenho negativo de uma seja compensado pela performance positiva de outra.

Tal conceito vale também para investirmos em países diferentes.

Para investidores brasileiros, investir além das fronteiras do Brasil não só abre portas para novas oportunidades como também pode melhorar a diversificação da carteira. Enquanto os mercados acionários e de renda fixa no Brasil tendem a se mover por conta de eventos locais, na maioria das vezes os ativos no exterior são impulsionados por aspectos completamente diferentes. Os fatores que movem as ações nos Estados Unidos e os títulos de dívida na Europa podem ser bem diferentes dos fatos que movem os ativos brasileiros.

Para investidores brasileiros, investir além das fronteiras do Brasil não só abre portas para novas oportunidades como também pode melhorar a diversificação da carteira. Enquanto os mercados acionários e de renda fixa no Brasil tendem a se mover por conta de eventos locais, na maioria das vezes os ativos no exterior são impulsionados por aspectos completamente diferentes. Os fatores que movem as ações nos Estados Unidos e os títulos de dívida na Europa podem ser bem diferentes dos que movem os ativos brasileiros.

Quando eventos globais afetam todos os mercados, as ações brasileiras tendem a se mover com mais força do que os mercados mais defensivos, tanto para cima quanto para baixo. Quando a música toca, os ativos brasileiros balançam mais. Cada país tem o seu próprio sistema financeiro e está reagindo de maneira diferente na saída das crises – sanitária e econômica – causadas pelo coronavírus.  Tais eventos produzirão muitas oportunidades de investimentos.

Existem diversos tipos de produtos, para todos os tipos de perfil: Fundos Internacionais de Renda Fixa e ETFs para os mais moderados, Fundos Internacionais de Renda Variável e BDR’s para os mais arrojados. Moedas, Commodities…

Entenda esses produtos:

Fundos de Investimeno no Exterior (FIE)

Investir em estratégias internacionais pode melhorar a relação risco x retorno dos portfólios, já que os preços dos ativos no exterior são impulsionados por múltiplos aspectos.

Os fundos internacionais de investimento no exterior nada mais são do que aplicações que têm seu rendimento atrelado a ativos de uma moeda estrangeira.Eles funcionam como uma carteira teórica oferecida a um grupo de investidores que têm o mesmo perfil, o que é comum a qualquer fundo de investimento.A principal diferença está mesmo na composição do fundo, que se volta a ativos negociados fora do país. Ao reunir o capital de diversas pessoas, o gestor do fundo tem maior liberdade para escolher os melhores investimentos de modo a obter boa rentabilidade para todos os participantes. No entanto, as movimentações dos fundos não são arbitrárias, mas seguem regras rígidas de acordo com os objetivos e o perfil dos investidores do grupo. Dessa forma, se garante o dinamismo nas ações para conquistar as melhores taxas de rentabilidade do mercado.

A baixa correlação internacional com os ativos brasileiros pode funcionar como proteção aos eventos de choque, tais como a greve dos caminhoneiros ou diversos eventos políticos que o país enfrentou nos últimos anos. A XP desenvolveu a maior plataforma de fundos internacionais do Brasil, consolidando-se com o grande hub para o brasileiro investir no exterior. Existem mais de 100 fundos internacionais disponíveis na plataforma.

  • Fundos de Ações
  • Fundos de Renda Fixa
  • Fundos Criptomoedas
  • Fundos Multimercados
  • Fundos Passivos XP Trend

A tarefa de escolher o melhor investimento no exterior pode ser difícil, principalmente para quem não tem tanta familiaridade com o mercado internacional. Tudo depende do seu perfil de investidor e de suas expectativas para o investimento em si. Para quem é iniciante ou conservador, o conselho geral é priorizar ativos de baixo risco, como a renda fixa. Os investimentos no exterior entram aqui para diversificar a carteira e garantir rentabilidade em longo prazo. Aqueles que já têm mais experiência e consideram-se moderados, devem buscar pelo equilíbrio entre risco e rentabilidade, pois tem condições de aplicar quantias maiores no mercado externo. Por fim, o investidor arrojado é aquele que conta com preparo técnico e financeiro para movimentar grandes quantidades. No mercado internacional, ele encontra ótimas oportunidades para aumentar ainda mais seu patrimônio com a renda variável e fundos de grande porte.

Brazilian Depositary Receipts (BDR)

Os Brazilian Depositary Receipts são uma opção para investidores brasileiros que querem investir em empresas listadas no exterior. Desde 22 de outubro DE 2020, o BDR se tornou um investimento acessível para qualquer investidor, independentemente da quantidade de dinheiro aplicado.

BDR é a sigla para Brazilian Depositary Receipt, um certificado de depósito emitido e negociado no Brasil que representa ações de empresas listadas em bolsas de outros países, como na NASDAQ, dos Estados Unidos.

Ou seja: é uma forma mais simples de brasileiros investirem em companhias negociadas em bolsas internacionais, sem a necessidade de abrir conta em corretora estrangeira nem de enfrentar a complexidade de investimentos internacionais.

Em termos mais técnicos, os BDRs são títulos emitidos no Brasil com lastro em ativos emitidos fora do país, geralmente ações. Quem investe em BDRs, portanto, não compra ações diretamente, mas títulos que representam esses papéis.

Existem dois tipos de BDRs: os não patrocinados e os patrocinados. Essa classificação varia de acordo com a forma como esses títulos são trazidos para serem negociados no Brasil.

BRDs Não Patrocinados Nível I

Os BDRs Não Patrocinados Nível I (BDR NP) são chamados assim porque a emissão dos títulos acontece sem a participação direta da empresa emissora das ações – a própria instituição depositária é a responsável pelo lançamento dos certificados. A maioria dos BDRs disponíveis hoje na B3 são Não Patrocinados.

Neste caso, a instituição depositária também é responsável por divulgar no Brasil as informações corporativas e financeiras da empresa emissora das ações.

BRDs Patrocinados (Níveis I, II e III)

Já os BDRs Patrocinados recebem esse nome porque a empresa emissora das ações no exterior participa diretamente do lançamento dos títulos, contratando uma instituição depositária no Brasil para emitir os BDRs.

Isso acontece quando a empresa tem interesse em participar do mercado brasileiro e estar disponível aos investidores do país.

Os BDRs Patrocinados podem ser de três níveis: I, II e III.

Nível I

Os BDRs Patrocinados Nível I não exigem registro da empresa emissora das ações na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Além disso, só podem ser negociados em mercados de balcão não organizado ou em outros segmentos da bolsa criados especificamente para isso.

Caso esses títulos sejam distribuídos em oferta pública, é obrigatório que seja por “esforços restritos”: no máximo 50 investidores podem comprar os papéis.

Outra característica importante dos BDRs Patrocinados Nível I é que a instituição depositária precisa replicar, no Brasil, todas as informações que a empresa emissora das ações for obrigada a divulgar em seu país de origem, mas as demonstrações financeiras não precisam ser convertidas para reais nem seguir as regras contábeis brasileiras.

Nível II e III

Os BDRs Patrocinados Nível II e III tem características parecidas:

  • A empresa emissora das ações no exterior precisa ter registro na CVM;
  • Os títulos podem ser negociados no pregão da bolsa ou em balcão organizado;
  • As empresas emissoras são obrigadas a seguir as mesmas regras de transparência e governança que as empresas brasileiras registradas na CVM como “Categoria A” – da qual fazem parte as empresas mais conhecidas, por exemplo.

A grande diferença entre os dois níveis é que os BDRs Patrocinados Nível II só podem ser distribuídos por oferta pública com esforços restritos. Os de Nível III, por outro lado, podem participar de oferta pública ampla.

É importante estudar bem os BDRs disponíveis e entender qual faz mais sentido para sua carteira de investimentos.

Exchange Traded Funds (ETF)

Após a abertura das BDRs para todos os investidores brasileiros, a procura por investimentos internacionais cresceu muito na bolsa brasileira. Então, os ETFs surgiram como uma boa alternativa de diversificação internacional, como um ativo de entrada para iniciantes em renda variável.

Os ETFs ,ou Exchange Traded Funds, são fundos de investimento negociados na bolsa de valores e no mercado de balcão organizado, que espelham determinados índices do mercado – como o índice Ibovespa. O objetivo deste tipo de investimento é ter um desempenho semelhante ao índice ao qual ele é referenciado e, por conta desta característica, a composição do ETF tende a ser idêntica à composição do índice de referência.

Desta forma, o investidor que opta por investir em um ETF acaba tendo acesso a uma carteira diversificada de ações sem, necessariamente, precisar realizar aportes individuais nos papéis que compõem o índice. Trata-se de um investimento simples, acessível e que oferece diversificação ao investidor.

O primeiro ETF surgiu no Brasil em 2004. No segundo semestre de 2018, o mercado brasileiro possuía 15 modelos de fundos negociados na bolsa brasileira B3 – disponíveis para investidores de pequeno, médio e grande porte.

Quando comparado com fundos de ações tradicionais, os ETFs costumam ter uma taxa de administração menor. O investidor somente será cobrado pelos dias em que ficar com as cotas em sua carteira, como ocorre nos fundos de ações tradicionais.

Com apenas uma transação, os ETFs proporcionam o investimento em uma carteira diversificada de ações. Em outras palavras, os ETFs permitem a exposição do investidor em todas as ações que integrem a carteira do seu índice de referência, reduzindo, assim, o risco de concentração.

É possível comprar e vender cotas do ETF no mercado secundário como se fosse uma ação.

Possibilita que o investidor acompanhe as alterações na composição ou proporção da carteira teórica de ações do índice de referência sem ter que comprar ou vender todos os ativos que estiverem na referida carteira. A qualquer momento é possível saber a composição do ETF. Além disso:

  • todas as informações sobre as negociações com as cotas dos ETFs no mercado secundário da B3 são divulgadas; e
  • a disponibilidade de informações permite a comparação imediata entre o valor de um ETF e seu respectivo índice de referência.

Alguns ETFs disponíveis na B3:

  • IVVB11: código para Shares S&P 500 Fundo de Investimento em Cotas de Fundo de Índice. Ele segue o S&P 500, maior índice das bolsas americanas. Logo, permite que o investidor tenha acesso às 500 maiores empresas dos EUA, através da B3. Entre as companhias que compõem a carteira do ETF estão algumas das maiores empresas do mundo, como a Apple, a Amazon, Facebook, Microsoft, Google, entre outras.
  • XINA11: acompanha o índice MSCI China, que é composto por empresas chinesas de grande e médio porte listadas em todos os mercados incluindo China A-shares, B shares, H-shares, Red Chips, P chips, e listagens estrangeiras como por exemplo ADRs no NYSE. Gestão é feita pela XP Asset.
  • EURP11: ETF que replica a carteira teórica do MSCI Europe, índice que engloba empresas de média e alta capitalização de mercado da Europa.

A diversificação territorial é muito importante e deve ser considerada na construção da sua carteira de investimentos.

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