“Semana Veedha – Por aqui, Política em foco”

Alguns eventos que vão dominar a agenda política desta semana. Todos com potencial de grande impacto no mercado financeiro:

1) Instalação da CPI da Covid no Senado

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, pretende ler o requerimento de criação da CPI da Covid, nesta terça-feira (13). Na quarta-feira (14), o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) se reúne para se pronunciar sobre a decisão do ministro Luís Roberto Barroso de instalar a comissão; o objetivo é ratificar a decisão.

Instalar uma CPI não é simples, muito menos rápido! Depende da indicação dos membros, eleição do presidente e escolha do relator. O governo pode atuar para atrasar todo o processo.

Um fato recente foi desencadeado por um deputado da oposição, senador Alessandro Vieira (Cidadania). Em requerimento encaminhado para a Secretaria-Geral da Mesa do Senado, ele solicitou a inclusão de governos estaduais e municipais na investigação. Não há consenso sobre o tema, mas pode deixar o processo ainda mais lento.

A manutenção dessa CPI no centro das atenções será determinada pela evolução do quadro sanitário do país. Como no curto prazo não haverá reversão satisfatória de ocupação de UTIs, novos casos e mortes, a CPI adicionará volatilidade ao mercado. Se os indicadores diminuírem nas próximas semanas, a CPI dividirá atenção com outros temas.

2) Julgamento de Lula no STF

Os ministros do Supremo Tribunal Federal irão julgar a decisão do ministro Edson Fachin que transferiu os processos do petista de Curitiba para Brasília e, desta forma, tornou o ex-presidente elegível para 2022. A tendência é de manutenção da decisão de Fachin. Via de regra, alguns ministros podem pedir mais prazo para estudar o caso. Isso acontecendo, o julgamento será interrompido por tempo indeterminado.
Neste caso, só uma reversão da situação pode promover alguma influência no mercado; os preços dos ativos domésticos já embutiram esse evento em março.

3) Orçamento 2021

Terceira semana, sem sinais de um desfecho. As declarações têm sido cada vez mais no sentido de confronto e não de entendimento. O presidente Bolsonaro tem até o dia 22 para sancionar, vetar parcialmente ou vetar totalmente a proposta. Sancionar sem vetos (ratificar o projeto como chegou do Congresso), de olhos fechados, poderia acarretar “brecha” para contestação, sob a alegação de crime de responsabilidade fiscal, passível de impeachment.

O imbróglio ocorre porque os congressistas retiraram R$ 26 bilhões das despesas, incluindo benefícios previdenciários que não têm como simplesmente deixar de existir, e transferiram o valor para as emendas, que deverão ser fonte de recursos para obras nos redutos eleitorais.

Ainda que o assunto esteja superado, o que é “orçado” não é necessariamente “executado” na vírgula. Por isso, a situação crítica das contas públicas será uma constante no cenário doméstico e geradora de volatilidade.

No Brasil, o cenário político não dá trégua. Por aqui, todas as classes de ativos acabam refletindo esses desdobramentos em proporções diferentes. Converse com o seu assessor e entenda como está sua exposição a esse cenário.

Assista ao Vídeo clicando AQUI

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