“Semana Veedha – O ronco do motor da economia global”

Os indicadores econômicos apontam para uma aceleração no ritmo de crescimento da economia internacional. Os dados da atividade industrial, do emprego e do setor de serviços nos Estados Unidos mantêm os investidores animados com a velocidade da retomada econômica global. As medidas fiscais do governo Joe Biden acomodam uma perspectiva positiva, com o recente anúncio do pacote de infraestrutura também contribuindo para a manutenção das commodities valorizadas.

PMI de Manufaturados e Serviços – Mensuração das atividades

Fonte: Bloomberg / Observação: O nível de 50 pontos distingue expansão de contração

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a projeção do crescimento global de 5,5% para 6% em 2021. Os olhos dos investidores estão voltados para os Estados Unidos e a China, com projeções de crescimento em 6,4% e 8,4%, respectivamente, em 2021.

Voltando para o Brasil….

Economias subdesenvolvidas não possuem “caixa” para manter ou intensificar as medidas fiscais, que caem direto no bolso da população. Por isso, o FMI destacou que longos atrasos de vacinação global projetam um PIB mundial de 4,5%, enquanto uma vacinação com ritmo 10% mais rápido pode levar o PIB para perto de 6,5%. É essencial vacinar para retomar as atividades econômicas, principalmente em economias como a nossa.

A projeção do FMI para o crescimento do Brasil neste ano é de 3,7%. No entanto, o consenso dos economistas indica que está mais próximo de 3%. Os números parecem animadores para uma economia que caiu 4,1% em 2020, cresceu ao redor de 1% ao ano entre 2017 e 2019, após enfrentar recessão entre 2015 e 2016.

Por trás da expectativa de crescimento há o efeito estatístico. O PIB, na verdade, crescerá muito menos do que o resultado. Um último trimestre mais forte ajuda o ano seguinte a começar alguns degraus acima em nível de atividade, mas é apenas um embalo numérico, sem efeito de tração no crescimento. Resumindo, se o PIB crescer 0% em todos os trimestres, sempre na comparação com o trimestre anterior, a soma completa será ao redor de 3% maior do que a do ano passado.

A vacinação é o ponto de partida para a melhora do cenário econômico no Brasil. No entanto, há um problema estrutural que justifica o fato de o país não crescer há muito tempo. Sem capacidade de promover investimentos, o governo precisa sinalizar aos investidores que está organizando as contas públicas e, assim, melhorando o ambiente institucional para atrair capital de longo prazo.

O risco fiscal é um “carrego” dos ativos domésticos. Ainda que legislativo e executivo consigam vencer o impasse do Orçamento para 2021, isso não significa que o tema foi superado. Tal como a exposição de um projeto na empresa, que pode sofrer percalços, apresentar o Orçamento não significa que sua execução orçamentária não sairá da linha.

Por isso, reforçamos que desse “mal” não ficaremos livres tão cedo. Taxa de juros ao redor de 6% ao fim de 2021 é a consequência dessa “bagunça” fiscal, que acarretou perda do poder de compra da nossa moeda.

Como eu olho para esse cenário?

Com a alta dos juros dos títulos do Tesouro dos EUA, os investidores estrangeiros ficaram mais seletivos a ativos de mercados emergentes. A retomada do fluxo destes investidores no Brasil só ocorrerá quando se convencerem de que há um compromisso com as contas públicas.

No cesto dos emergentes, a China vem se mostrando a predileta numa alocação estrutural nas carteiras dos investidores globais. Segunda economia do mundo e segundo maior mercado acionário, a China segue desenvolvendo os mercados de capitais para investidores estrangeiros.

Brasil e a Cesta de Emergentes

Fonte: Bloomberg

A Morgan Stanley Capital International (MSCI), empresa americana analista de investimentos e gestora dos mais conceituados índices de referência, há 18 meses, aumentou a participação de China de 30% para 40% no MSCI Emergentes. Esse aumento na participação acarreta perda de outras economias. Neste período o peso da América Latina caiu de 12% para 8%. O tamanho do Brasil nos índices e nas carteiras do investidor estrangeiro está diminuindo.

E os investimentos?

As melhores oportunidades de investimentos são sempre relativas e acreditamos que o crescimento da economia brasileira se sustentará descolado do resto do mundo. Os preços já refletem boa parte dessa “confusão” toda e precisamos ser cautelosos nas nossas alocações. No momento, o ideal é equilibrar a exposição geográfica do risco dos investimentos, diversificando os ativos.

Confiamos que existe uma boa oportunidade nos ativos que apostem na alta das commodities, em razão da forte e crescente perspectiva de crescimento global (especialmente da China) e do Plano de Infraestrutura recentemente anunciando pelo governo Biden.

As ações de empresas que se beneficiam de um aumento mais forte da taxa de juros, mais especificamente do setor de serviços financeiros, também tendem a se destacar com o resultado das próximas decisões do COPOM.

A Plataforma da XP disponibiliza inúmeras oportunidades de investimentos em Fundos Internacionais desde os mais tradicionais até os mais disruptivos. Há também Fundos de ações focados em China ou nos Emergentes Asiáticos em geral, além de fundos setoriais em tecnologia, por exemplo.

Movimentos de queda de preços podem ser ótimas oportunidades para compra. Converse com o seu assessor para entender o que é melhor para você e para a sua carteira de investimentos!

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