“Veedha ESG – Green Bonds

Por: Luiz Fernando Quaglio

GREEN BONDS

Green Bonds ou Títulos Verdes funcionam como títulos de dívida comuns – debêntures, letras financeiras, certificado de recebíveis agrícolas ou imobiliários (CRA, CRI), emitidos por empresas ou governos, que funcionam, basicamente, como um contrato de empréstimo. Ou seja, ao final da data de vencimento, o emissor devolverá com juros o que o investidor pagou pelo título.

A diferença dos títulos convencionais para os Green Bonds é o objetivo de emissão: captação de recursos para projetos de desenvolvimento Sustentável.

Os Títulos Verdes surgiram como um instrumento financeiro inovador ao longo da última década para o financiamento de projetos socioambientais voltados às “finanças de transição” para uma economia global de baixo carbono, resiliente às questões do clima e eficiência de utilização dos recursos naturais.

No mundo, o mercado de Green Bonds bateu recorde histórico em 2020 liderado por EUA (U$$ 51 bi), seguido de Alemanha (U$$ 40 bi), França (U$$ 32 bi), China 17,2 bi) e Holanda (U$$ 17,1 bi), alcançando a marca total de U$ 270 bilhões.

No Brasil, a emissão de Green Bonds está em plena expansão. Até setembro de 2020 foram emitidos em torno de U$$ 4 bilhões, tornando-se assim um dos países que já sinalizaram a intenção de estruturar emissão de Títulos Públicos/Soberanos “Verdes” (a exemplo de Alemanha, França, Holanda e Chile, na América Latina).Os Títulos Verdes – e os instrumentos correlacionados aos Social Bonds, sustainability-linkedbonds – são uma tendência global e estima-se que, em 2021, sejam emitidos entre U$$ 400 e 450 bilhões em títulos socioambientais, rumo à marca histórica (e vital para o planeta) de U$$ 1 trilhão em investimentos anuais.

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