“Investimentos – Volatilidade”

Por: Cristina Cardoso

Existe a volatilidade do mercado influenciada pelas questões macroeconômicas e a volatilidade dos ativos individualmente ou de uma classe determinada: os riscos específicos.

Os riscos específicos podem ser gerenciados com diversificação. Então, supostamente, nós conseguimos “anular” os efeitos da volatilidade combinando, em uma carteira, ativos financeiros com correlações inversas. Equilibrando o risco na hora de definir onde alocar o capital. A partir daí, é viável diversificar os investimentos de maneira inteligente.

Volatilidade nos Fundos de Investimento

Fundos podem ter uma volatilidade maior ou menor, a depender do tipo e do portfólio deles. Se for maior, você tem maiores chances de ganhos, mas também de perdas. Já quem opta por um fundo de menor volatilidade, tem o risco — e o potencial de rentabilidade — mais controlado.

A relação entre risco e retorno é fundamental. O fato de um fundo ter alta no último ano não significa que sua rentabilidade será a mesma no futuro. Analisar o Índice de Sharpe  irá auxiliar nessa decisão. 

Para saber mais sobre esse índice, leia nosso post “Índice de Sharpe” – Veedha – G20 em investimentos 

Volatilidade no Mercado de Ações

Nas ações, a volatilidade é uma variável muito comum. Ao acompanhar a volatilidade dos seus ativos, entendendo o valor das empresas que deseja investir, você pode encontrar boas oportunidades de compras com “descontos” maiores. Certifique-se de não investir um dinheiro que precisará resgatar rapidamente; esse investimento deve ser resgatado em uma boa oportunidade.

Volatilidade nos títulos de Renda Fixa

O investidor tem mais previsibilidade em relação aos rendimentos. Contudo, não significa que as aplicações não sejam voláteis.

A baixa volatilidade é uma característica, principalmente, de investimentos pós-fixados em renda fixa. Porém, dependendo do cenário, as taxas podem se modificar e o investidor encontrar rentabilidades menores ou perdas no seu título antes do vencimento. 

É o que chamamos de “marcação a mercado”, que informa quanto um determinado título valeria se fosse vendido ou comprado naquele instante. No caso do investidor que tem uma carteira com prazo definido e que pretende cumprir com esse prazo, essas alterações pouco importam no rendimento final, mas podem apresentar variações no dia a dia. 

Conclusão

Normalmente nosso olhar está enviesado para saber a rentabilidade, e na maioria das vezes desprezamos ou nem sabemos o grau de risco a que estamos expostos. 

As melhores recomendações são: mantenha sua carteira diversificada em diferentes classes de ativos e permaneça investido. 

O caixa aplicado no CDI (onde não existe volatilidade) rende menos que a inflação hoje em dia. Portanto, alocar mais do que um valor para Reserva de Emergência/Oportunidade levará a perda do poder de compra.

Construa uma mentalidade de investidor:

Procure se informar do risco dos seus investimentos.

Faça aportes recorrentes.

Diversifique.

E tenha uma estratégia de longo prazo para saber lidar com a volatilidade dos investimentos. 

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